terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Porto de Galinhas




"A Origem da Praça 7
Junto ao pelourinho existente na Praça 7, no bairro Recanto Porto de Galinhas, Ipojuca PE, onde atualmente figuram os grilhões em ferro, representam marco singelo, que por volta dos meados do século XIX, depois da proibição do tráfico negreiro para o Brasil após 1850, houve um comerciante e senhor de escravos, Capitão Gastão Gonçalves Lemos, austero e renitente em princípios que, só sua mente poderia apoiá-lo, manteve presos ali, & (sete) escravos remanescentes de um carregamento oriundo da Angola. Por incrível que pareça, não havia quem os comprassem, apenas por cisma. Os tumbeiros estavam febris e estropiados, neste estado, ninguém se animava levá-los e, também pelo fato de serem implacáveis, rebeldes e renitentes. Mesmo depois de cruzarem o Atlântico a ferros no porão de naus negreiras, esperavam que um dia, poderiam escapar. Permaneceram atados aos grilhões nessa praça, por várias semanas. Ao fim, quando apareceu um interessado por escravos, levou apenas 3, porque os outros, sucumbiram com enorme sacrifício em vão.
Nem por isso este fato mudou o semblante das coisas.
Por ali, passaram ainda muitos outros escravos, pretos e negras criadeiras proporcionando bom lucro ao impiedoso Capitão. Naquela época, alimentávam-nos e também as pequenas crias, com papa de dedo, mungunzá, angu, carne de caça e frutas silvestres.
Com a proibição do tráfico negreiro, instalou-se o contrabando. Para todo o carregamento ali aportado, saiam arautos a plocamar pelos quatro cantos e interiores afora e, por que também não nas periferias do Recife? dizendo: "hoje tem galinha no porto". E assim, ali apareciam compradores sem despertar atenção dos Intendentes, únicos responsáveis pelas milícias internas. Porto de Galinhas, ainda mantém o mesmo nome. que lhe foi dado a mais de 142 anos.
De galinha em galinha vendida, os estoques de escravos baixavam, pois eles eram originários primordialmente de Angola, Guiné e Moçambique em África. Onde, o nome galinha de Angola e ou galinha Guiné, são similares e substituíam o título de cada escravo, que por ali passasse."

;;Shoia Durand;;

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